terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Não era amor. Era melhor.

Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Eu bati a 200 km por hora e estou voltando à pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O peso que a gente leva...

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado? As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez? Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada. É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence. E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro. Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar. Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Boa vibração.

Seja livre para viajar.
Seja livre pra ser feliz.
Se está cansado de viver do lado de lá,
Faça aquilo que sempre quis.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lua minha.

Tenho fases (tantas fases...), em que fazendo o que faço me esqueço de ser quem sou, me dou toda num abraço. Tenho fases (outras fases...) em que me ponho a pensar, me esqueço de que me dou, fico em "molho de luar". Tenho fases de saber e fases de duvidar. Sou, numas fases, mulher, noutras sou o que inventar. Na maioria das vezes a fase que me domina é a fase dos revezes, em que volto a ser menina. Faço dos quartos da lua o meu quarto-de-sonhar, a minha sala é a rua em pura ascese lunar. Tenho fases de saber e fases de duvidar. Sou, numas fases, mulher, noutras sou o que inventar. Mas por mais que me divida em quartos lunares, marés, por mais que percorra a vida e o mundo de lés-a-lés, só na lua é que descanso, só na lua é que me encontro. Aspiro, neste remanso, a deixar no mundo um ponto: Partir sabendo quem és... Tenho fases de saber e fases de duvidar. Sou, numas fases, mulher, noutras sou o que inventar.
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Lua minha que ilumina as noites do litoral.
Com o tempo descobri que as pessoas nos vêem de um jeito diferente do que nós realmente somos, a vida nos faz entender coisas que antes eram insignificantes, e de um dia para o outro tudo pode mudar, ninguém manda no destino. Já perdi meu tempo tentando me explicar para as pessoas, tentando me olhar com seus olhos e suas críticas! Hoje entendo que não sou tão boa e nem tão ruim assim, sei bem o que sou e para onde desejo ir, e o resto nem me importa mais. Vou deixar que digam e que pensem, pois ninguém pode mudar o mundo que vou construindo pouco a pouco, e só eu posso fazê-lo melhor ou pior! Vou continuar assim, geralmente sorrindo, me emocionando com filmes e músicas, admirando pessoas, lugares, histórias, tendo coragem e medo. Não quero ser perfeita, preciso do fato de ser incompleta para me superar sempre. Chegar aos 90 anos e ainda aprender alguma coisa, olhar para trás sorrindo e dizer que tudo valeu a pena !

quinta-feira, 23 de julho de 2009

É o amor.

Sozinha, meu pensamento focaliza em alguém. Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta. Mas não estou triste, pelo contrário, deixo escapar um sorriso. Comer não me parece tão importante, agora me sinto alimentado por outra coisa. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, e os mesmos me impulsionam a ter um grande dia. Quando te vejo sinto coisas estranhas, mas boas. Quando falo com você minha cabeça pensa direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam suando. Meu pensamento focaliza alguém, esse alguém é você. É, estou amando.
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"tão bom morrer de amor e continuar vivendo..."

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno, eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que a experiência dos erros, ela é tão importante quanto às experiências dos acertos. Porque vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras. Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros. O caderno é uma metáfora da vida, quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo, que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página. Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços. Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido. O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos. Erros podem ser fontes de virtudes! Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado; ele não tem que ser fonte de culpas e vergonhas. Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é a gente se arrepender do que fez! Outra coisa é a gente se sentir culpado. Culpas nos paralisam, arrependimentos não! Eles nos lançam para frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos. Deus é semelhante ao caderno. Ele nos permite os erros para que a gente aprenda a fazer do jeito certo.Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje! Recorde-se das lições do seu primeiro caderno.Quando os erros são demais, vire a página !
_________________________________________________{Fábio de Melo}

sábado, 23 de maio de 2009

"Aqui eu sou marajá. A natureza é minha luxúria,
Viver de frente pro mar, sei que DEUS me ajudará."
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Caminhos.

Eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo? E o certo é que eu não sei o que virá, só posso te pedir que nunca se leve tão a sério, nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, é tanta coisa pra se desvendar. Por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro e o certo que eu não sei o que virá, só posso te pedir que nunca se leve tão a sério, nunca se deixe levar que a vida, a nossa vida passa e não há tempo pra desperdiçar.
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" Meu desejo é minha ponte,
Um mistério a me guiar."
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terça-feira, 19 de maio de 2009

maresia, sente a maresia...

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"Calmaria, um barco em alto mar, cenário horizontal...
Dia claro, bons ventos dão sinais, conforto sem igual"

______________________________________________________________________________(Salvador - Bahia)
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domingo, 17 de maio de 2009

assim;

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre. " __________________________________________________________________________________________________________

_________________________- -Clarice Lispector